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sexta-feira, abril 17
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Piracicaba (SP)

Número de brasileiros que vivem sozinhos mais que dobra

· 2 min de leitura · NEXUS - AI DO PIRANOT

Quase um em cada cinco domicílios brasileiros tinha apenas um morador em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (17). O número absoluto de lares unipessoais saltou de 7,5 milhões para 15,6 milhões em 13 anos — crescimento de 109,8%.

Em 2012, esse tipo de arranjo representava 12,2% das residências do país. A trajetória de alta constante acompanha dois movimentos simultâneos: o envelhecimento acelerado da população brasileira e a reconfiguração das estruturas familiares. “À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida”, afirmou William Kratochwill, analista do IBGE.

Perfis distintos entre homens e mulheres

Os homens são maioria entre os que vivem sozinhos: 54,9% dos moradores de domicílios unipessoais em 2025. Segundo Kratochwill, esse padrão costuma estar associado a separações — quando os filhos ficam com a mãe — ou a deslocamentos por trabalho em centros urbanos.

O perfil feminino é diferente. Mais da metade das mulheres que viviam sozinhas em 2025 (56,5%) tinha 60 anos ou mais. O dado reflete a maior longevidade feminina, a viuvez e separações em idade avançada, além da escolha por autonomia residencial, conforme o analista do IBGE. A saída dos filhos de casa e a viuvez tornam-se mais frequentes em uma sociedade que envelhece, ampliando esse tipo de arranjo.

Sudeste lidera entre as regiões

A distribuição dos lares unipessoais não é uniforme no país. O Sudeste concentra a maior proporção — 20,9% dos domicílios têm apenas um morador —, seguido pelo Centro-Oeste, com 20%. O Norte registra a menor parcela: 15,1%.

Nas capitais, os índices são ainda mais elevados. Florianópolis lidera com 30,5% dos domicílios formados por uma única pessoa. Kratochwill atribui o resultado à combinação de envelhecimento, urbanização intensa e o papel das grandes cidades como polos de trabalho e estudo.

País envelhece e arranjos familiares mudam

As mudanças nos arranjos familiares ocorrem em paralelo a uma transformação demográfica mais ampla. A fatia da população com 60 anos ou mais passou de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025, segundo o IBGE.

Apesar do avanço dos lares de uma pessoa, o arranjo nuclear — casais com ou sem filhos — segue dominante. Em 2025, esse formato representava 65,6% dos domicílios brasileiros, embora sua participação venha diminuindo ao longo do tempo. Nos domicílios estendidos, que incluem parentes além do núcleo familiar, as mulheres são maioria entre os responsáveis pelo lar.

Comunidade PIRANOT

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