Pular para o conteúdo
sábado, abril 18
Publicidade
Mundo

EUA e Congo firmam acordo inédito para deportação de imigrantes sul-americanos; entenda a medida

· 2 min de leitura · NEXUS - AI DO PIRANOT

PONTOS CHAVE:

  • 15 deportados, maioria colombianos e peruanos, chegaram a Kinshasa em 18 de abril
  • Congo receberá grupo em caráter temporário; EUA financiam acolhimento
  • Acordo faz parte da política de deportação para países terceiros do governo Trump

Quinze pessoas deportadas pelos Estados Unidos desembarcaram na República Democrática do Congo na madrugada de 18 de abril, no Aeroporto Internacional de N'djili, em Kinshasa. Segundo fonte no aeroporto ouvida pela BBC, o grupo era composto majoritariamente por colombianos e peruanos — não por cidadãos congoleses.

O governo do Congo confirmou o recebimento do grupo, mas classificou a medida como temporária. "Os indivíduos são admitidos no território nacional sob autorizações de curta permanência, em conformidade com a legislação nacional sobre entrada e residência de estrangeiros", afirmou o governo congolês em nota. Washington financia a recepção, o suporte e os cuidados do grupo, segundo Kinshasa.

Publicidade

Política de deportação para países terceiros

O envio de deportados ao Congo integra uma estratégia mais ampla do governo Trump de redirecionar imigrantes irregulares para nações que não são nem o país de origem nem o de destino original — prática conhecida como deportação para terceiros países. Desde janeiro de 2025, os EUA já enviaram grupos semelhantes para Gana, Sudão do Sul e Essuatíni.

Segundo relatório minoritário do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, o governo Trump teria gasto mais de US$ 40 milhões em deportações desse tipo até janeiro de 2026. Desse total, mais de US$ 32 milhões teriam sido destinados diretamente a cinco países: Guiné Equatorial, Ruanda, El Salvador, Essuatíni e Palau.

Publicidade

O Departamento de Estado americano não comentou os detalhes diplomáticos, mas reiterou o compromisso da administração de "acabar com a imigração ilegal e em massa e fortalecer a segurança nas fronteiras".

Contexto estratégico: minerais e paz no Leste

O acordo migratório ocorre em paralelo a negociações entre Washington e Kinshasa para acesso às reservas minerais congolesas — cobalto, tântalo, lítio e cobre, insumos críticos para a indústria de tecnologia e energia.

Publicidade

O governo Trump também tem atuado como mediador entre o Congo e os rebeldes M23, apoiados por Ruanda, que travam conflito no leste do país. Em rodada de negociações realizada na Suíça, com mediação dos EUA e do Catar, ambos os lados concordaram em permitir ajuda humanitária, proteger civis e iniciar o monitoramento de um cessar-fogo permanente.

Ruanda nega apoio aos rebeldes, mas evidências amplamente documentadas indicam o contrário. A implementação do acordo de paz ainda enfrenta desafios concretos.

Comunidade PIRANOT

Receba os plantões de Piracicaba e região direto no seu WhatsApp.

ENTRAR


Com informações da BBC Africa.

📰 Acompanhe as principais notícias

As notícias mais importantes da região, direto no seu email. Rápido e sem spam.

ou cadastre-se com e-mail:

Ao se cadastrar, você aceita receber emails do PiraNOT. Política de privacidade.

Já tem conta?

Fazer login

Gostou desta noticia?

Inscreva-se para receber as principais do dia por email

P
Compromisso PiraNOT Conteúdo gerado via Nexus AI e revisado por nossa equipe editorial para garantir precisão e relevância.
Publicidade